terça-feira, 28 de dezembro de 2010

As Cartas de Braian 02°cap.


Sara Miller, a garota mais incrível que eu já conheci, mas antes eu preciso contar como cheguei ate aqui.

Minha mãe me matriculou no Colégio Mariano Lopes, e confesso que era o pior colégio que já vi na vida, as pessoas eram estranhas e me olhava o tempo todo, perguntava de onde eu vim quem eram meus pais, mas eu nunca os respondia, vivia sempre calado em um canto do colégio e não assistia a maioria das aulas, comecei a fumar primeiro dois cigarros por dia, depois três, ate conhecer alguns colegas e começar a freqüentar festas e beber, ai os cigarros eram mais freqüentes uma ate duas carteiras por dia, e cerveja, sim cerveja a todo o tempo, as brigas no colégio também se tornaram freqüentes, eu era tão “arrisco” que qualquer olhar torto eu já partia pra briga, Breno um cara que se tornou meu amigo, o único por sinal, parecia ter os mesmo problemas que eu, a diferença é que os pais dele o abandonaram com os avos quando ele tinha 12 anos, e ai virou rebelde, formamos uma dupla e tanto, todos no colégio temiam a gente, e em casa com os conflitos do colégio, meus pais brigavam, e cada vez mais estava decidida a minha volta aos EUA, era isso o que eu mais queria, era a única coisa que eles diziam que eu aprovava.
Fui expulso por diversas vezes, ou por brigar, ou por matar aulas, ou por desacatar professores, e agora fui avisado que seria a ultima vez, que se não tomasse jeito teria que mudar de colégio, desta vez pegaram eu e Breno bêbados na cantina do colégio, riamos como dois idiotas, ele, foi expulso, definitivamente, e eu por insistência dos meus pais, tive uma segunda chance, mas tive que participar de atividades no colégio para ocupar meu tempo, durante a manha eu ia as aulas, e a tarde, todos os dias alguma coisa diferente, segunda natação, terça aulas de violão, quarta teatro e foi nesta quarta feira que conheci Sara, ela fazia aulas de teatro, as quais eu fui destinado a freqüentar.
Mas agora mais do que nunca eu me tornei um garoto calado, solitário, e foi ali, nesta solidão que eu encontrei as poesias, primeiro vieram os livros e o fascínio por eles e depois a escrita, já passei tardes escrevendo e lendo sem perceber o passar das horas, as palavras pareciam que ficaram ali escondidas caladas este tempo todas, como se esperando o dia certo de eu as encontrar. CONTINUA NO PRÓXIMO POST.

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Curiosidade: As Cartas de Braian mistura ficção com realidade, resta a você querido leitor, decifrar 

beijos, @cezar_rawr

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

As Cartas de Braian 01°cap.



Ate quando um coração suporta a dor da separação?
Vivemos longe um do outro cinco anos, durante cinco anos eu nunca a vi, durante cinco anos, eu escrevi milhares de cartas, cartas estas que hoje encontrei no porão da casa dos meus pais, eu não consigo ter raiva deles por terem feito isso com a gente, e ao mesmo tempo eu quero fugir, e esquecer que um dia vivi neste país, esquecer que um dia fui capaz de amar.
    Não quero mais ouvir desculpas, e nem lamentações, o tempo se foi e não volta mais.
    Não quero mais cruzar olhares e sentir meus olhos se encherem de lagrimas.
    Quero esquecer que respiro achar que estou morto, deixar a vida pra lá.
    Não quero mais olhar em teus olhos, e ao mesmo tempo quero morar neles pela eternidade.

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Meu nome é Braian Moore, nasci no dia 19 de Outubro de 1984, em Chapel Hill na Carolina do Norte para onde eu provavelmente volte quando completar 18 anos, para fazer faculdade, eu digo provavelmente porque não é o que eu quero e sim o que méis pais querem, eles dizem que estudar la o melhor para meu futuro, e que uma oportunidade dessas para um garoto da minha idade é a mesma coisa que ganhar na loteria, quase impossível, mas não foi sempre assim, antes eu contava os dias para voltar aos Estados Unidos, hoje, eu conto os dias que faltam para voltar para cá.
Quando meus pais vieram para o Brasil eu tinha quinze anos, eles vieram pra cá porque meu pai foi transferido em seu emprego, a empresa passava por um ótimo período então abriram filiais em vários países e como meu pai tinha dupla nacionalidade por ter se casado com minha mãe que é brasileira acabamos vindo para o Brasil.
As brigas sempre foram constantes, primeiro por ter vindo morar aqui, e agora por não querer mais voltar.  Eu nunca quis admitir, mas o motivo disso tudo sempre tiveram um nome, apenas um, o mais lindo dos nomes.  CONTINUA NO PROXIMO POST!


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Voltei, :D
Acho que ninguém mais passa por aqui ne? Desculpem abandonar isso aqui assim,
Aconteceram tantas cosias que me impediram e tiraram minha criatividade que acabei abandonando aqui, mas agora esta tudo certo.